top of page
Buscar

Explorando a Psicologia Analítica: Minha Experiência em Zurique

  • Foto do escritor: Ricardo Lauricella
    Ricardo Lauricella
  • 22 de mai.
  • 2 min de leitura

Fachada da Casa de C.G. Jung
Fachada da Casa de C.G. Jung

Em 2026, parti do Brasil rumo à Suíça com o propósito de acessar diretamente o berço da psicologia analítica. A execução dessa jornada exigiu rigor e precisão logística. Seis meses antes do embarque, iniciei o monitoramento diário para a abertura das vendas de ingressos, sabidamente escassos, para a casa e museu de Carl Gustav Jung. O planejamento demandou ainda o mapeamento minucioso da programação de workshops e aulas do ISAPZURICH, sincronizando os calendários acadêmicos para que o período exato da estada operasse como uma imersão técnica profunda.


Haus C.G. Jung


Portal da Casa de JUng
Vocatus atque non vocatus Deus aderit.

Ao chegar ao portal da residência histórica em Küsnacht, deparei-me com a inscrição latina também gravada em sua lápide: Vocatus atque non vocatus Deus aderit. Chamado ou não, o inconsciente sempre se faz presente. Essa premissa delimita o compromisso ético do analista com as manifestações psíquicas que operam de maneira autônoma, surgindo à revelia do controle consciente. Visitar o território onde o psiquiatra suíço estruturou a psicologia profunda funcionou como um privilegiado rito de passagem pessoal e profissional.



landscape lago de zurique
Lago de Zurique

Estar à beira do lago de Zurique, caminhando entre a casa e o Instituto, foi como humanizar a teoria. A geografia local confere solidez física aos conceitos abstratos que sustentam o manejo clínico diário. O chão da memória ganha contorno prático nas salas de aula do ISAPZURICH, no silêncio da biblioteca do Instituto C.G. e nos arquivos preservados do Clube Psicológico. A permanência nesses ambientes me alçou para o instrumental do analista, refinando a escuta necessária para a condução do consultório. Se eu, pude ser transformado, meus analisandos também podem ser.


Clube de Pscologia

Entrada da ISAP
ISAPZURICH

A visita teve seu ápice num dos consultórios de Jung, espaço hoje ocupado pelo analista Andreas Schweizer. Mesmo após eu bater à sua porta sem horário marcado, sua generosidade se fez presente ao me receber para mostrar o lugar onde os primeiros pacientes da psicologia profunda foram atendidos.


Esse contato direto com as fontes originais reposiciona a responsabilidade da prática contemporânea, atestando que a tradição junguiana permanece viva, pulsante e conectada com a realidade clínica. Mas este relato detalhado será tema para um outro post.



Ricardo Lauricella, Analista Junguiano.

 
 
 

Comentários


bottom of page